Eis aí mais uma questão há muito tempo debatida e de uma certa forma, criou-se em torno desse assunto muitos mitos e falsas verdades. Não resta dúvida, como vimos na parte anterior, que os exercícios aeróbios, considerando o gasto calórico são os mais adequados nessa questão de emagrecimento e nos anos 70, muita gente endeusou-os tanto chegando a se pensar ser a solução para todos os problemas de saúde. Por conta disso, ficou uma imagem negativa com relação aos anaeróbios, como por exemplo a musculação. A comunidade científica já provou ser o emagrecimento na musculação similar aos exercícios aeróbios mais tradicionais como as caminhadas, as corridas e o ciclismo. A explicação é simples. Os aeróbios utilizam a gordura como principal fonte de energia. Sabe-se também que determinadas zonas de intensidade podem gastar mais gorduras do que outras e esse gasto também se relacionar com o tempo de permanência nessa zona. Tudo isso é verdade e não faltam estudos mostrando isso.
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Mas, também é verdade, e a literatura fidedigna tem sofrido revisão mostrando a importância da musculação nesse assunto emagrecimento. A diferença, analisando pela ótica da Fisiologia, é que na hora do exercício o corpo utiliza o glicogênio muscular como principal fonte de energia. Depois, como o organismo tem de repor, vai buscar nas gorduras proporcionando o emagrecimento. Simples, né?
E tem mais. O aumento da massa muscular acelera o metabolismo basal fazendo a longo prazo o corpo gastar mais energia parado. Como o que vale nessa questão de emagrecimento é o balanço calórico, se for positivo, engorda; negativo emagrece. É a lógica, ou não? Bom, a gente não precisa também recorrer à comunidade científica para comprovar isso. A olhos vistos, os fisioculturistas têm um percentual de gordura tão baixo quanto os atletas de resistência. Steven Fleck cita no seu livro Fundamentos do Treinamento de Força, atletas com o percentual de gordura variando de 8,3 a 12,2% e as mulheres da mesma modalidade estando na média de 13,2 a 20,4%. Portanto, muito abaixo da maioria considerada normal que é de 14 a 16% para os homens e 20 a 24% para as mulheres. Claro, tudo isso só funciona também se vier acompanhado de uma dieta saudável. Se o sujeito malhar bastante e depois comer muito não adianta absolutamente nada. Aí tanto faz se o exercício é aeróbio ou anaeróbio. O fato é que a musculação colabora com o emagrecimento, dá mais disposição, aumenta o metabolismo e para o obeso tem a questão da segurança com relação ao impacto nas articulações sendo na musculação menor quando comparadas a algumas atividades aeróbias. Além disso, podemos, com a ajuda das máquinas, trabalhar grupos musculares isolados conforme a necessidade de harmonia e ou reforço muscular atendendo os objetivos particulares do aluno. |